estereotipias

Estereotipias no Autismo: Você sabe o que são?

O texto de hoje é sobre estereotipias no autismo, escrito pela terapeuta ocupacional Marina Marcondes Braga. Ela tem feito um excelente trabalho com nosso pequeno e muitas outras crianças. Além disso ela é terapeuta ocupacional e sócia-administradora da @interagir.is aqui em Curitiba

Você já viu alguma criança se balançando, ou movimentando repetidamente as
mãos, pulando, girando sobre o seu próprio eixo, ou fazendo sons diferentes
com a boca? Enfim aquelas características conhecidas do autismo.

Essas são cenas comuns que ocorrem em diferentes ambientes e muitas vezes
são as queixas dos papais ou das escolas. Certamente elas não se sabe como
agir quando elas ocorrem. 

Esses são alguns exemplos de estereotipias no autismo.

Estereotipias

São comportamentos caracterizados por ações repetitivas e de grande interesse das crianças, sem
que aparentemente haja um objetivo ou uma finalidade. O que vemos é que
muitas vezes pode atrapalhar a criança em seu meio social, pois ela apresenta
comportamento de busca e acaba se restringindo da participação social, porém
algumas vezes as crianças mostram-se mais organizadas e atentas ao
ambiente após realizá-las. Enfim em algumas situações elas só incomodam quem
está ao redor da criança. 

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Tentativa de autorregulação

Muitas das estereotipias que a criança apresenta vêm devido a uma busca
sensorial, como uma tentativa de autorregulação da criança. Acima de tudo elas podem
indicar também o que do ambiente a desorganiza. Como resultado elas auxiliam na
autorregulação quando são hiper estimuladas, estão ansiosas ou quando estão
sobrecarregadas (seja de estímulos sensoriais, de demandas cognitivas e
sociais). Os comportamentos repetitivos então são utilizados para bloquear o
estímulo hiper estimulante enquanto se direciona a atenção para dentro ou para
o comportamento estereotipado.

É importante saber que eles acabam sendo um estímulo sensorial adicional
para estimular/despertar/acalmar o sistema nervoso, de forma que pode vir a
ser prazeroso para quem a procura. Ou seja os estímulos são importantes para o desenvolvimento das crianças.

Para entender um pouquinho melhor sobre o porquê a criança apresenta tal
estereotipia e avaliar o quanto ela é prejudicial em seu meio, procure um
terapeuta ocupacional certificado na Terapia de Integração Sensorial.

Autismo Não Tem Cara

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