Elon Musk Promete a Cura do Autismo

O bilionário e CEO da Tesla e SpaceX Elon Musk prometou a cura do autismo no último mês, quando apresentou os últimos avanços no projeto de uma de suas empresas, a Neuralink. Como resultado A “cura” seria através de um chip implantado no paciente. Além do autismo, a empresa promete a cura da esquizofrenia, Alzheimer, a perda de memória e outras muitas enfermidades do cérebro.

O chip possuirá inteligência artificial e já está sendo testado em macacos, A espectativa é que seja implantado no cérebro de seres humanos, conectando-os a computadores. Certamente será uma forma de equiparar humano a máquinas, criando uma espécie de superinteligência.

“A Neuralink tem o objetivo de resolver o risco existencial associado a superinteligência artificial digital. Nós não seremos mais inteligentes do que um super computador, então, se não pode vencê-los, junte-se a eles”, disse Musk no podcast Artificial Intelligence, de Lex Fridman.

A empresa também publicou um documento técnico sobre o design do chip que pode ajudar muitas pessoas que vivem no espectro ou sofrem de problemas como demência.

O objetivo da Neuralink é atender o primeiro paciente humano antes do fim de 2020.

Musk visa curar os incuráveis

Nada de novo por lá: não é a primeira vez que ele promete que seu produto pode ser útil para pessoas que sofrem de esquizofrenia ou síndrome de Alzheimer. Entretanto, esse tempo incluiu entre essas doenças

“Qualquer coisa, como autismo ou pais com perda de memória que não conseguem lembrar o nome dos filhos, e esse tipo de coisa”.

Musk tentou explicar nessa parte da conversa possíveis maneiras pelas quais o Neuralink poderia ter um “impacto positivo no mundo” Entretanto a inclusão do autismo como uma “doença” causou polêmica. Segundo o Centro de Controle de Doenças dos EUA Autismo não é considerada uma doença, mas “uma deficiência no desenvolvimento que pode causar impactos sociais e comunicativos e problemas comportamentais”.

“A experiência de cada pessoa com autismo é totalmente única e, da mesma forma, não existe um ‘autismo’, não existe uma ‘cura'”, explica Thomas W. Frazier, diretor científico do Autism Speaks in Mashable. Como resultado o consenso entre a comunidade médica é que ele deve ser tratado como parte da identidade da pessoa. E não como um problema que deve ser “resolvido”.

Não seria a primeira vez que Musk não pensa no que diz

A verdade é que, não tendo desenvolvido ainda mais suas afirmações, não se pode descartar que Musk tenha entendido mal o conceito de ‘autismo’. Ou que ele não o tenha mencionado simplesmente porque foi o primeiro distúrbio relacionado à mente que veio à mente.

Não é a primeira vez que Musk não pensa bem em declarações ou em uma publicação em uma rede social. Lembre-se de que ele teve que renunciar ao cargo de presidente da Tesla após um tweet escrito por impulso, ou os problemas gerados em seu relacionamento com a NASA que fumavam maconha durante a apresentação de outro podcast. Enfim, e isso sem mencionar as constantes controversas por suas alegações sobre a capacidade de dirigir o Tesla.

Cura do Autismo

Nossas Conclusões

Acreditamos que Musk tenha se confundido ao falar do Autismo. Claro que neste momento já poderia existir alguma errata ou nota de correção. Isto não aconteceu. Por este motivos continuamos atentos nas novidades. É claro que todo avanço tecnológico é importante para a humanidade e este não é diferente. Porém o foco do texto é a cura. Será que precisamos mesmos ser curados?

Autismo pode ser considerado um superpoder por algumas pessoas, como recentemente disse o exército de Israel, que criou uma unidade inteira com soldados autistas.

Continuaremos atentos.

Conheçam também nossa outra página com o artigo Autismo Não tem Cara.

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